sábado, 3 de agosto de 2013

Ataque de Tubarão: MPPE insiste na interdição de boa parte de praias do Recife

Foto: Guga Matos/JC Imagem

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que havia recomendado a interdição, por tempo indeterminado, de trechos da orla do Grande Recife mais sujeitos a ataque de tubarão, flexibilizou seu pedido. O promotor Ricardo Coelho, que instaurou inquérito civil para apurar a morte da turista paulista Bruna da Silva Gobbi e a segurança nas praias da Região Metropolitana, sugere agora, após ouvir especialistas, que a proibição dos pontos mais perigosos seja provisória, até que seja feita a instalação de telas de exclusão, projeto que está emperrado desde 2011.

"Todos os especialistas ouvidos têm sido favoráveis às medidas que foram sugeridas pelo Ministério Público. Queremos que a interdição para banho de mar nos pontos críticos seja temporária, até que as redes sejam colocadas. Existem trechos, como na altura do Edifício Castelinho, em Boa Viagem, em que o tubarão chega a cinco metros da praia", afirmou ele. Ricardo Coelho vaise reunir, na próxima segunda-feira, às 17h, com a presidente do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), Rosângela Lessa. O encontro faz parte da apuração do inquérito civil.

Ele participa, na terça, às 14h, da reunião de monitoramento realizada pelo Cemit. É o primeiro encontro no qual o promotor comparece em nove anos de existência do órgão. Alega que nunca havia sido convidado. Coelho acumula quatro promotorias, incluindo Meio Ambiente.

O Cemit já se pronunciou, em comunicado, que não aceita a recomendação do MPPE de interditar a praia para banhistas. Decreto prevê proibição, mas apenas para a prática de esportes náuticos. O Ministério Público ainda não recebeu a resposta formal do comitê rechaçando a interdição.

Com Informações do NE10

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