sábado, 24 de agosto de 2013

De olho em 2014: Eduardo pede licenciamento de Cardoso no comando do PSB no RJ


O presidente do PSB no estado do Rio de Janeiro, Alexandre Cardoso, que também é prefeito de Duque de Caxias, disse que não entregará o comando da legenda. A declaração veio após a coluna Panorama Político, assinada por Ilimar Franco, do jornal O Globo, apontar que o governador de Pernambuco e virtual candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, teria pedido à cúpula do partido que o pessebista deixe o cargo. Isso porque o gestor municipal defende que a sigla socialista defina o quanto antes se entrega ou não os cargos que ocupa no Governo Federal e é a favor da reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).

"Não (vou deixar o comando do partido). Nós temos uma história no PSB. Eu defendo que o PSB se mantenha no curso que foi traçado nacionalmente, no curso do partido avançar. Tem um erro de condução que é discutir 2014 em 2013", declarou Cardoso, nesta sexta-feira (23), em entrevista à Rádio CBN.

Além da questão nacional, a eleição estadual no Rio também é um ponto de divergência entre os membros do PSB. Enquanto o prefeito defende a postulação do vice-governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), ao Executivo fluminense, a legenda socialista quer lançar candidatura própria – neste caso, o nome mais cotado é o do ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão.

"Eu acho que o melhor candidato ao governo do Rio é o Pezão pela experiência, pela condução. Ele vive um momento difícil? Lógico. Você tem um momento de crise eleitoral no Brasil muito decorrente da falência dos municípios", declarou Cardoso.

Também ao jornal o Globo, Cardoso confessou, nesta quinta-feira (22), a sua preferência pela candidatura da presidente Dilma, o que irritou a cúpula do PSB. "Acho que o Eduardo (Campos) tem condição de ser candidato. Acho que a melhor candidatura é a da Dilma porque tem uma estrutura montada de apoio", disse.

Sobre a possibilidade de o PSB lançar Temporão como candidato ao governo do Rio, Cardoso disparou: "O Temporão não tem nenhuma experiência política, de contato popular, como pode ser candidato? Querem acabar com o partido?", disse. "Se as pessoas querem fazer suicídio, que façam sozinhas. Tenho responsabilidade com a prefeitura de Caxias, com o Estado do Rio e com o Brasil", acrescentou.

As divergências dentro do PSB começam a serem externadas e tratam do lançamento de uma candidatura em um importante colégio eleitoral do país, que terá um papel crucial na tentativa de a legenda pessebista se fortalecer nacionalmente. De todo modo, o que parece mais provável é que Eduardo Campos, após ver a desunião interna do PT recifense minar os planos dos petistas na eleição municipal 2012, tentará adotar todos os meios possíveis para não deixar que rusgas internas atrapalhem os planos do PSB para 2014.

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