quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Eduardo Campos, o "vice dos sonhos"

De um simples aliado a "sonho de consumo" dos presidenciáveis. Se diante das articulações políticas em nível nacional, o possível candidato à presidência da República e governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), era o vice que o ex-presidente Lula (PT) gostaria de ter para o Partido dos Trabalhadores em 2014, agora o pessebista é cobiçado pelo senador e pré-candidato do PSDB, Aécio Neves (MG). Diante deste cenário, o parlamentar teria dito que, se o gestor pernambucano aceitasse o convite, gozaria de um espaço significativo na gestão tucana.

Após a sondagem de Aécio chegar ao conhecimento do PT, um dos dirigentes da sigla, que defende a volta de Lula à presidência, afirmou que é preciso "dar tempo ao tempo". A prioridade dos petistas não é ter Campos na vice do partido visando o pleito do próximo ano e sim recuperar a imagem da presidente Dilma Rousseff (PT), bem como a aliança com o PMDB, que está fragilizada. Já o "plano B" seria a candidatura de Lula com o governador pernambucano na vice.

Levantar a popularidade de Dilma, porém, implica na melhoria da interlocução da presidente com os seus aliados, algo já reconhecido pelos próprios petistas. De acordo com informações do Blog do Kennedy, um emissário de Dilma afirmou que é legítima uma eventual candidatura de Campos a presidente em 2014. No entanto, conforme este interlocutor, o governador teria mais a ganhar se apoiasse Dilma, num momento difícil e, como consequência, o PSB desfrutaria de outra imagem no possível segundo mandato do PT.

O posicionamento do emissário aponta para uma candidatura de Campos, praticamente, dada como certa em 2018, algo que não estava sendo cogitado antes de a popularidade da presidente Dilma declinar. Curiosamente, Lula já teria prometido o apoio a Campos daqui a cinco anos, caso o governador estivesse no mesmo palanque da chefe do Executivo federal. No entanto, segundo os bastidores, será difícil o pessebista recuar da possível candidatura.

Com um quadro político que já vem se desenhando de maneira bastante antecipada, o tucano fica com a responsabilidade de assumir uma postura que ao menos fique mais próxima de um presidenciável, algo que, inclusive, já foi cobrado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, principal nome do PSDB, e pelo antecessor de Aécio na direção nacional da sigla, deputado federal Sérgio Guerra (PE).

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