sábado, 10 de agosto de 2013

Em Noite de Dênis Marques, Santa Cruz massacra o Treze por 6 X 0, pela Série B

Raul, Caça Rato, Tiago Costa e Dênis Marques comemoram.
Fotos: Edmar Melo/JC Imagem

O Santa Cruz reabilitou-se com toda pompa possível neste sábado (10). Jogando um futebol eficiente, o tricolor arrasou o Treze por 6x0 no Arruda, marcando três gols em cada etapa. O resultado alçou o time de volta ao G4 do grupo A da Série C, com os mesmos 17 pontos de Sampaio Corrêa, Cuiabá e Luverdense, todos com um jogo a menos. O destaque foi o artilheiro Dênis Marques, autor de três belos gols.

O time pernambucano teve muita dificuldade para furar o bloqueio do Treze. O Galo da Borborema deixou bem claro seu propósito: manter apenas um jogador no campo ofensivo e tentar surpreender os corais nos contra-ataques. Com o meio de campo bastante congestionado, Raul não encontrava o espaço para os passes.

O outro meia que poderia criar boas oportunidades, Natan, pecou por abusar da individualidade. A marcação quase sempre dobrada não deixava o camisa 10 progredir com a bola. A válvula de escape encontrada foi o lateral-direito improvisado Luciano Sorriso. Aos seis minutos, ele arriscou de longe e o goleiro Cléber fez boa defesa.

Dênis Marques marcou três vezes e fez as pazes com as redes

O segundo bom momento tricolor veio aos 13, novamente com Sorriso. Ele cruzou e a zaga afastaou. No rebote, Dedé chutou com perigo, à esquerda. A partir dos 15 minutos o Treze saiu mais para o jogo. Hudson caiu pela direita e chutou direto ao invés de cruzar. Tiago Cardoso não quis dar sopa para o azar e mandou a escanteio.

A qualidade da partida melhorou e o tricolor teve mais espaço para criar. E conseguiu chegar ao gol aos 27 minutos. Caça Rato recuou para buscar o jogo e encontrou Dênis Marques se deslocando do meio para o lado esquerdo da área. Desta vez o passe foi na medida. DM9 percebeu a saída do goleiro e mandou por cobertura, marcando um belo gol.

Os paraibanos não tiveram outra alternativa a não ser correr um pouco mais de risco. Foi assim que Dênis Marques girou na frente de Jé e teve que ser derrubado pelo volante. Na cobrança, aos 31, Raul mandou no canto alto esquerdo de Cléber, que ainda tocou na bola, mas não o suficiente para impedir o segundo. Os gols serviram para seus dois autores entrarem de vez no jogo. Foi com eles dois que Natan chegou muito perto do terceiro. Dênis fez o pivô para Raul, que lançou Natan em velocidade. Faltaram apenas alguns centímetros para a conclusão perfeita. A bola raspou a trave direita.

Natan não acertou mas Flávio Caça Rato não desperdiçou. Aos 38. Tiago Costa foi à linha de fundo e, como manda a cartilha, cruzou para trás. Flávio Caça Rato chegava de frente para o gol e pouco antes da marca do pênalti bateu rasteiro, enquanto Cléber voltava desesperado para tentar impedir o gol.

Sabe aquele ditado dos peladeiros "Perdido por um, perdido por mil"? Pois bem, foi mais ou menos isso que o Treze mostrou ao rolar a bola para o segundo tempo. Isso materializado na substituição promovida pelo técnico Luciano Silva. Ele mandou Téssio, um jogador com muito mais característica ofensiva que Richardson, a quem substituiu. Já o Santa perdeu o zagueiro Léo Bahia aos dez minutos. Ele puxou Túlio Renan e tomou o a amarelo. Mas era o segundo e, consequentemente, terminou expulso.

O Treze tomou conta do campo ofensivo e o goleiro Tiago Cardoso foi obrigado a trabalhar duro. Os dois laterais, Hudson (direito) e Jhonnatans (esquerdo) foram os primeiros a arriscar chutes cruzados, todos bem defendidos. Túlio Renan e Sapé também tentaram e encontraram o paredão do Arruda em noite inspirada. Ofensivamente, o time pernambucano sofria, pois os dois laterais seguraram mais a posição e, para corrigir a lacuna na defesa, Natan saiu para entrada do volante Sandro Manoel.

Mas o futebol tem as peculiaridades que o fazem tão diferente de outras modalidades esportivas. O time da casa não atacava porque não conseguia coordenar suas transições defesa-meio e meio-ataque. Quando o fez pela primeira vez, o artilheiro apareceu para calar os críticos. Aos 22 minutos, Flávio Caça Rato livrou-se do marcador e rolou para Dênis Marques. Ele ainda teve tempo de ajeitar a bola e mandar no canto esquerdo. O placar maiúsculo ganhava números de goleada: 4x0.

Foi um tremendo balde de água fria na cabeça dos paraibanos. Mesmo assim, o Treze ainda atacava, mais por não ter outra alternativa do que por ter esperança de algo melhor do que uma derrota. E foi num contra-ataque que o tricolor chegou ao quinto gol. Sandro Manoel roubou a bola no meio de campo e lançou Dedé. Ele mandou para DM9 marcar seu terceiro gol na partida. Da meia-lua ele mandou no canto direito. A festa chegou ao fim com Sandro Manoel, que contou com uma enorme ajuda do goleiro Cléber. Ele recebeu de fora da área, mandou uma bomba. A bola bateu nas mãos de Cléber e, mesmo assim, terminou nas redes.

Ficha do jogo:

Santa Cruz: Tiago Cardoso; Luciano Sorriso, Léo Bahia, Renan Fonseca e Tiago Costa; Ramirez, Dedé, Natan (Sandro Manoel) e Raul (Jefferson Maranhão); Dênis Marques e Caça-Rato (André Dias). Técnico: Sandro Barbosa.

Treze: Cléber; Hudson, Gláuber, João Paulo e Jhonnatans; Sapé, Jé, Richardson (Téssio) e Cristian (Rafael); Soares (Thiago Souza) e Túlio Renan. Técnico: Luciano Silva (interino).

Local: Arruda, Recife (PE). Árbitro: Rogério Lima da Rocha (Sergipe). Auxiliares: Ailton Farias da Silva e Daniel Vidal Pimentel (ambos do Sergipe). Gols: Dênis Marques, aos 27; Raul, aos 31; e Flávio Caça Rato, aos 38 do primeiro tempo. Dênis Marques, aos 22 e 34. Sandro Manoel, aos 42 do segundo. Cartões amarelos: Tiago Costa, Flávio Caça Rato e Jé. Público: 15.165.

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