domingo, 4 de agosto de 2013

Homens também mantêm vivo o bordado de Passira, no Agreste

Josivan é o único bordadeiro da família. Ele aprendeu a atividade sozinho.
Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

No quintal de uma casa no bairro simples do Alto da Esperança, em Passira, no Agreste de Pernambuco, a luz do candeeiro ilumina as mãos de Josivan José Santana da Silva, 33 anos, conhecido como Dodinha. Isolado do mundo, ele trabalha. Os dedos seguram a agulha que fura o tecido grosso no lugar exato, milimetricamente calculado. Aos poucos, fio a fio, está pronto o bordado, considerado patrimônio da cidade, mas que só tem inserção em mil dos quase 30 mil habitantes.

Filho de humildes agricultores, Josivan é o único bordadeiro da família. Aprendeu a atividade sozinho, aos 6 anos, como alternativa para não passar fome. Começa às 7h e, entre os pés de coité e milho e ao lado do poleiro de galinha, ele se senta em um tamborete onde permanece até as 17h. Com o lucro - cerca de R$ 700 por mês -, banca o curso de design numa faculdade de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata. 

Segundo Josivan, o bordado está dividido entre amor e ódio. Em pleno século 21, o homem que borda é visto em Passira com olhos tortos. 

Com Informações do Diario de Pernambuco de Rebeca Silva

0 comentários:

Postar um comentário

Serão aceitos apenas comentários com indenficação verdadeira