quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Página do Facebook defende menino acusado de matar os pais

Uma página criada na rede social Facebook defende a inocência de Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini da acusação de ter matado seus pais, a avó e a tia-avó, e depois se suicidado. A chacina aconteceu na noite de domingo e madrugada de segunda-feira e o principal suspeito, de acordo com a Polícia Civil, é o garoto de 13 anos.

Intitulada "Não foi o Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini", a comunidade já reúne mais de cinco mil fãs e tem publicadas mensagens de apoio à família e pedindo rigor na investigação da polícia. Há ainda críticas à cobertura da imprensa sobre o caso. A autora, que prefere não se identificar, publicou hoje uma mensagem que disse ter sido recebida pela página. Leia abaixo:

"Parabéns pela iniciativa! Nós portadores de Fibrose Cística, assim como o Marcelo tb era ficamos completamente indignados com a divulgação que essa mídia nojenta faz. Eles tornam a doença negativa e assustadora. A doença é grave? É sim, mas tem tratamento e NÃO É DEGENERATIVA. É genética, recessiva. Quando minha mãe descobriu ouviu da médica: "Olha, pode ser que ela chegue aos 15 anos." Só que isso mudou, a sobrevida dos portadores da doença agora é de 37 anos, e depende muito de qual mutação a pessoa carrega, como leva o tratamento entre outros. Até onde sei, Marcelo se tratava na Santa Casa, onde tenho amigos que tratavam com ele. O que mais me indignou é já disseram que o menino ''ressuscitou'' e matou alguém. INCABÍVEL!!!"

A mulher que criou a página se identifica como "uma mãe indignada com tamanho absurdo" e como "uma cidadã comum", sem ligações com a família das vítimas. Ela diz ter sido motivada para criar a comunidade pela revolta com a falta de esclarecimento sobre o caso.

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