quarta-feira, 7 de maio de 2014

Armando Monteiro propõe pacto pela educação entre estado e municípios

Acompanhado do deputado federal João Paulo Lima e Silva (PT), pré-candidato ao Senado, durante passagem por Goiana, na Mata Norte de Pernambuco, nesta segunda-feira (5), o senador Armando Monteiro (PTB), pré-candidato ao governo, já elegeu a prioridade número um de sua administração, a partir de 2015: é a melhoria dos indicadores de qualidade da educação no Estado. Para isso, disse ele em entrevista a uma rádio local, será preciso construir um pacto com os municípios, envolvendo metas e compromissos comuns para os próximos anos.

“Nós seremos no futuro aquilo que contratarmos e que formos capazes de fazer na educação agora. Por isso, é preciso uma pactuação com os municípios. Porque o ensino fundamental é de responsabilidade dos municípios, o ensino médio, dos estados. Se nós não fizermos uma pactuação envolvendo as prefeituras, estabelecendo metas e compromissos comuns, se o Estado não der um suporte a alguns municípios, nós não vamos conseguir elevar os índices em Pernambuco”, defendeu Armando.

Na opinião de Armando, “se existe algo que Pernambuco tem que eleger como prioridade permanente é a educação, até porque nosso Estado não está bem situado nas avaliações”. Ele cita como indicadores do baixo desempenho estadual os números do Ideb. Pernambuco, nos anos iniciais do ensino fundamental, está em 18º lugar no Brasil; nos anos finais do ensino fundamental, em 22º lugar; e, no ensino médio, em 15º lugar. Posições piores, por exemplo, que as do Ceará.

O pacto pela educação significa investir na integração das redes estadual e municipais de ensino, mas também na conexão entre o ensino médio e o ensino técnico – com o objetivo de ampliar o número de alunos do ensino médio que fazem, simultaneamente, cursos técnico-profissionalizantes. Armando tem experiência nesta área porque foi, durante mais de 20 anos, diretor do SENAI em Pernambuco e presidente do SENAI nacional, onde implantou o programa Educação para a Nova Indústria, com a qualificação de 15 milhões de trabalhadores no Brasil.

“Se não melhorarmos a qualidade da educação, se não ampliarmos a escolaridade média em Pernambuco, se não tivermos um ensino que garanta maior proficiência em matérias importantes, como matemática e português, se não conjugarmos o ensino técnico com o ensino médio, nós não poderemos fazer realmente de Pernambuco um Estado desenvolvido”, acrescentou Armando Monteiro.

Defendendo neste pacto uma maior valorização dos professores, Armando diz que, sem investir em educação, Pernambuco poderá até continuar registrando crescimento econômico, mas não terá desenvolvimento. “Porque desenvolvimento sugere a capacitação e o desenvolvimento das pessoas. E isso só se faz pela via da educação. E como é que se pode fazer educação sem três pilares fundamentais: a família, o ambiente da escola e os professores, que são um pilar importantíssimo. E aí nós precisamos ter professores motivados, valorizados. Há países em que o professor é considerado a figura mais importante da sociedade”, salientou.

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