segunda-feira, 16 de junho de 2014

ARMANDO CRITICA INCOERÊNCIA DO PSB

O senador e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, Armando Monteiro neto (PTB), disse, nesta segunda-feira (16), que o candidato a vice em sua chapa será definido até o dia 27 deste mês, sendo provavelmente alguém do PDT em função do alinhamento nacional da legenda em prol da reeleição da presidente Dilma Rousseff, cujo partido, o PT apoia a postulação do trabalhista. Embora tenha evitado trombar de frente com o ex-governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB), Armando voltou a tecer críticas contra a administração do PSB e chamou de incoerência a postura da Frente Popular em torno da pré-candidatura de Paulo Câmara (PSB).

"Eu acho que é até complicado para eles fazer um discurso quando estão juntos. Imagino o conflito de ideias de um palanque que reúne políticos do DEM e do PCdoB ao mesmo tempo. Imagino como fica a coerência ao se criticar as velhas raposas do PMDB quando o PMDB está ali ao lado, discursando", disparou durante evento de encerramento da sua pré-campanha.

Segundo ele, a força política não pode ser medida pela quantidade de legendas em torno de um palanque. "Deve ser medida pela coerência e pela sua identidade política. A outra Frente é um ajuntamento de interesses em algo disforme, indo do DEM ao PCdoB. Esse gigantismo, essa incoerência, incomoda muitos setores da sociedade pernambucana. Tem que ter coerência, consistência em torno de um conteúdo programático", disse.

Segundo ele, o término da chamada Agenda 14 – uma série de 15 plenárias realizadas em todas as regiões do Estado e que reuniram cerca de 25 mil participantes para discutir propostas que auxiliem na montagem de um plano de governo - foi uma experiência exitosa. Segundo ele, a sua licença do Senado para disputar o pleito estadual deverá acontecer no dia 15 de julho, embora acredite que o seu programa de governo já esteja pronto e aprovado pelos partidos aliados até o próximo dia 27.

Apesar de reconhecer os avanços registrados em Pernambuco nos últimos anos, Armando disse que ainda há muito por fazer. "Não vou desqualificar os avanços importantes como o Pacto Pela Vida, apesar de ainda sermos um estado violento, ou na área educacional, embora ainda tenhamos indicadores muito ruins Houve esforço na saúde, com a construção de hospitais e unidades de pronto-atendimento (UPAs). Mas a saúde ainda é apontada pela população como algo preocupante. Mas ainda tem muito o que ser feito", ressaltou.

Como exemplos, ele disse que, caso eleito, deverá rever a situação do efetivo policial em diversas regiões do Estado, ampliar investimentos em qualificação profissional e no ensino técnico, entre outras medidas.

O trabalhista também se mostrou preocupado com o aumento do nível de endividamento do Estado por conta dos empréstimos que teriam sido tomados durante a gestão do PSB à frente do Governo de Pernambuco. "Segundo nossas projeções, a proporção entre a Receita Corrente Líquida (RCL) e a dívida vai ficar perto de um para um em 2015. Precisamos ampliar a poupança corrente e ampliar a arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Pernambuco tem uma poupança corrente em relação a RCL anual de apenas 4%. No Ceará é de cerca de 17%", afirmou.

"O custeio cresceu muito e capturou a margem que teríamos para investir. Então precisamos controlar o custeio e aumentar a poupança para poder ampliar os investimentos", completou Armando.

Com Informações do 247

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