quarta-feira, 18 de junho de 2014

Saúde: Conheça as vacinas que devem ser aplicadas na fase adulta

Divulgação 
Como diria nossas avós: com saúde não se brinca. Quando se é criança, cabe aos pais tomarem conta dos filhos. Preocupações com a alimentação, saúde e educação são fatores primordiais para que a criança venha a ter uma vida de qualidade.

Já na fase adulta, nós é que não podemos nos negligenciar com a nossa saúde. Durante toda a vida estamos suscetíveis a infecções por vírus e bactérias. Quando não tratadas corretamente, nos causam muitos problemas.

O nosso organismo nem sempre está preparado para lidar com as doenças. É aí que entram agentes especiais que ajudam a combatê-las: as vacinas, que devem ser tomadas de acordo com cada fase pela qual passamos. Inclusive a adulta.

Existem dois tipos de vacinas: para vírus e para bactérias. As vacinas bacterianas proporcionam o controle de surtos epidemiológicos. Já em casos de vírus, a imunização dura por toda a vida. Sendo necessário algumas doses de reforço, garantindo que a doença não volte mais a se manifestar.

Vacinas para a fase adulta

Listamos as vacinas que devem ser tomadas na vida adulta. Dê uma olhada e confira se você está em dia com a sua saúde. Caso contrário, procure saber quais postos e clínicas aplicam as vacinas e complete logo sua cartelinha. 

Vacina dupla tipo adulto - difteria e tétano: a Difteria é causada por bactéria, contraída através do contato com secreções de pessoas infectadas. Atinge o sistema respiratório, causando febre e dor de cabeça. Nos casos mais graves, pode causar inflamação no coração.

Já a toxina da bactéria causadora do Tétano compromete os músculos, levando a espasmos involuntários. A musculatura respiratória é uma das mais comprometidas pelo tétano. Quando não tratada precocemente, causa parada respiratória devido ao comprometimento do diafragma - músculo responsável por boa parte da respiração -, levando a morte. Ferir o pé com prego enferrujado que está no chão é uma das formas mais conhecidas de contrair tétano.

A primeira fase da vacinação contra difteria e tétano é feita em três doses e com intervalos de dois meses. Geralmente, essas doses são aplicadas durante a infância. Já o reforço deve ser feito a cada dez anos, tornando a imunização eficaz. É nesse momento que os adultos cometem um erro, deixando a vacina de lado.

Vacina Tríplice-viral - sarampo, caxumba e rubéola: causado por um vírus, o Sarampo é caracterizado por manchas vermelhas no corpo e sua transmissão ocorre por via respiratória. Nos adultos, essa doença é pouco observada. Como a forma de contágio é simples, os adultos deve ser imunizados como forma de proteção às crianças com quem convivem.

- Conhecida por deixar o pescoço inchado, a Caxumba também tem transmissão por via respiratória. Apresenta casos mais graves quando em adultos, podendo causar meningite, encefalite, surdez, inflamação nos testículos, ovários e, raramente, no pâncreas.

- A Rubéola é caracterizada pelo aumento dos gânglios do pescoço e manchas avermelhadas na pele, sendo muito perigosa em gestantes. O vírus pode levar à síndrome da rubéola congênita, que prejudica a formação do bebê nos três primeiros meses de gravidez. A síndrome causa surdez, má-formação cardíaca, catarata e atraso no desenvolvimento.


O adulto deve tomar a tríplice-viral se não tiver recebido as duas doses recomendadas para a imunização quando criança e/ou tiver nascido depois de 1960. O Ministério da Saúde considera que as pessoas que nasceram antes dessa data já tiveram as doenças e, por isso, estão imunizadas. Já as mulheres que pretendem ter filhos e não foram imunizadas ou nunca tiveram rubéola, devem tomar a vacina um mês antes de engravidar.

Vacina contra Hepatite B: a Hepatite B é transmitida pelo sangue. Geralmente não apresenta sintomas e, por isso, alguns pacientes se curam sem perceber que tiveram a doença. Em outros casos, ela pode se tornar crônica, provocando lesões no fígado que evoluem para Cirrose ou Câncer.

Indivíduos com até 19 anos têm o direito a vacina contra Hepatite B gratuitamente em qualquer posto de saúde. Após isso, somente adultos que fazem parte do grupo de risco recebem a vacina gratuitamente. São eles: profissionais da saúde, podólogos, manicures, tatuadores e bombeiros. A exceção é para os que mantêm relacionamento íntimo com portadores da doença. Fora isso, somente em clínicas particulares.

Pneumo 23 – Pneumonia: O pneumococo, bactéria que pode causar a Pneumonia, entre outras doenças, ataca pessoas de todas as idades. Principalmente os que têm mais de 60 anos. A Pneumonia, nome dado a inflamação nos pulmões, é causada por agentes infecciosos - bactérias, vírus, fungos e reações alérgicas. Entre os principais sintomas dessa inflamação dos pulmões estão febre alta, suor intenso, calafrio, falta de ar, dor no peito e tosse com secreção (catarro). Adultos com doenças crônicas em órgãos como pulmão e coração, alvos mais fáceis para o pneumococo, devem tomar a vacina sempre que houver campanhas.

Vacina contra a Febre Amarela: a Febre Amarela é transmitida pelo mesmo mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegypti. Seus sintomas são febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (pele e olhos amarelados) e hemorragias. Por ser uma doença grave e com alto índice de mortalidade, todas as pessoas que moram em locais de risco devem tomar a vacina a cada dez anos.

Já quem for para uma dessas regiões, deve se vacinar com dez dias de antecedência. No Brasil as áreas de risco são zonas rurais no Norte e Centro-Oeste do país, além de alguns municípios dos Estados do Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Vacina contra o Influenza (gripe): a vacina contra a gripe deve estar na rotina dos que possuem mais de 60 anos. A doença é transmitida por via respiratória e causa dores musculares e febre alta. Sua duração costuma ser em torno de uma semana.

O Ministério da Saúde realiza campanhas anuais em e período que antecede o inverno, época em a doença se manifesta com mais frequência. O público alvo são: idosos a partir de 60 anos, crianças entre seis meses e cinco anos de idade, gestantes, portadores de doenças crônicas, trabalhadores da saúde, povos indígenas e populações privadas de liberdade.

Nova vacina aprovada pela Anvisa ajuda a evitar doença conhecida como cobreiro

Acaba de ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância sanitária – a Anvisa – a vacina Herpes-Zóster. Indicada em dose única a partir dos 50 anos, ela age contra doença conhecida popularmente como cobreiro. 

Esse tipo de herpes é decorrente do vírus da Catapora e especula-se que cerca de 90% da população brasileira já teve Catapora e, por isso, estaria vulnerável ao vírus da Herpes-Zóster.

A doença costuma ocorrer em indivíduos com mais de 50 anos, com baixa imunidade ou vítimas de estresse. Entre os sintomas estão dores fortes e bolhas no rosto, pescoço e nas costas, podendo surgir também na virilha e na coxa.

Há casos em que a pessoa sofre também complicações como a Neuralgia Pós-Herpética, dor decorrente da inflamação de um nervo. Ela pode persistir por meses e comprometer a qualidade de vida.

Aplicada há dez anos nos Estados Unidos, Além do Brasil, também está inclusa em países como Argentina, México, Colômbia, Reino Unido, Austrália e Canadá e sua eficácia contra a doença chega a 60%.

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