segunda-feira, 7 de julho de 2014

ELEIÇÕES EM PE: ARMANDO E CÂMARA ESTÃO PRONTOS PARA A GUERRA

O jogo começou. A campanha eleitoral 2014 tem início oficialmente neste domingo (6), um dia antes do senador Armando Monteiro (PTB) e do ex-secretário estadual da Fazenda Paulo Câmara registrarem no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suas candidaturas ao governo de Pernambuco. As previsões de gastos de campanha é de R$ 30 milhões para o congressista, que terá 5 minutos e 14 segundos de guia eleitoral, e de R$ 19,4 milhões para o peessebista, que terá 10 minutos e 37 segundos.

Armando integra a coligação Pernambuco Vai Mais Longe tem, ainda, os deputados federais Paulo Rubem (PDT) como vice, e João Paulo (PT), ex-prefeito do Recife, postulante ao Senado. Apesar de ter menor tempo de TV, o petebistatem o apoio da presidente Dilma Rousseff (PT e do ex-presidente Lula. "Nossa aliança não é de hoje, temos uma história política em comum.
Agora temos mais um passo a ser dado, queremos que Pernambuco vá mais longe! Vamos juntos!", disse o parlamentar no Facebook. 

O congressista começou focando a pré-campanha no interior do estado – Sertão e Agreste -, regiões onde o PT, de Lula e Dilma, tem forte popularidade. Segundo pesquisa divulgada em abril pelo Jornal do Commercio/Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, apontou que o chefe do Executivo federal tem 53% de popularidade no Sertão e de 47% no São Francisco contra 19% e 22% do ex-governador e presidenciável pelo PSB, Eduardo Campos.

Pernambuco é o único estado brasileiro onde o PTB, que tem o segundo maior número de prefeituras, conta com postulação própria. Apesar de Armando apoiar a presidente Dilma, o partido decidiu oficializar, no último dia 17, apoio à candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG), por uma disputa de cargos na Caixa Econômica Federal com o governo Dilma, Armando seguirá apoiando a reeleição da presidente.

A diferença entre os gastos das campanhas de Armando e de Câmara pode ser explicada pelas despesas com as campanhas presidenciais. A presidente Dilma estabeleceu como limite de gastos R$ 298 milhões, o maior entre os candidatos, o que deve ter forte influência nos custos do PTB-PE para eleição estadual. O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos tem como limite R$ 150 milhões – o senador Aécio Neves (PSDB-MG) terá um gasto de até R$ 290 milhões.

A estimativa de gastos para o Senado deve girar em torno de R$ 8,5 milhões. O candidato João Paulo apresentou em sua declaração de bens um patrimônio de aproximadamente R$ 1 milhão. A coligação Pernambuco Vai Mais Longe (PTB/PDT/PT/PRB/PSC/PTdoB) disputará a eleição proporcional com 50 candidatos a deputado federal e 98 a estadual.

A coligação de Paulo Câmara, a Frente Popular, tem 21 partidos, a maior coligação da história política de Pernambuco. O candidato tem como vice o deputado federal Raul Henry (PMDB) e o ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra Coelho (PSB) na disputa pelo Senado.

"Vencemos a primeira etapa, que é a pré-campanha, onde constituímos a maior aliança partidária que o Estado já viu, conversamos com os setores da sociedade, fomos a municípios de todas as regiões, apresentando nosso nome e nos atualizando sobre a realidade e as demandas locais", disse Câmara.

De acordo com o peessebista, "agora, começa a segunda parte desse trabalho, ganhando as ruas, levando nossa tropa de casa em casa, fazendo nosso nome e nossas propostas conhecidos, retornando aos locais onde já fomos e indo àqueles que ainda não tivemos oportunidade de estar".

Como o seu tempo de propaganda será bem maior do que do de Armando, o ex-secretário será obrigado a adotar mais estratégias para diversificar as pautas dos seus discursos. A postulação de Bezerra Coelho ao Senado pode custar R$ 8,5 milhões. Assim como João Paulo, o ex-ministro divulgou que seu patrimônio pessoal é de R$ 4 milhões.

Os demais candidatos ao governo de Pernambuco – Jair Pedro (PSTU), Miguel Anacleto (PCB) e Zé Gomes (PSOL) – terão, cada um, menos de dois minutos.

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