sexta-feira, 5 de setembro de 2014

‘É preciso apoiar o agronegócio e investir em infraestrutura’, diz Marina


Marina Silva, candidata à Presidência da República pela Coligação Unidos pelo Brasil, afirmou nesta quinta-feira (4) que o “apoio ao agronegócio é fundamental”. Em visita à 37ª Expointer, feira internacional do agronegócio que acontece na cidade gaúcha de Esteio, a ex-senadora assumiu o compromisso de melhorar a infraestrutura do país, cujas condições afetam o desempenho do setor.

“A infraestrutura logística é um dos nossos principais problemas. Hoje perdemos parte da nossa produção por falta de armazenamento, de hidrovias, de ferrovias e de estradas”, declarou durante encontro com representantes do agronegócio no espaço da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) na Expointer.

Sobre o perfil do ministro da Agricultura em seu governo, Marina afirmou que será alguém respeitado pelo setor, “que entenda de agricultura e que possa contribuir, em primeiro lugar, com a sociedade e, em segundo lugar, com o governo”. Sobre as qualidades do titular da pasta, declarou: “Eu quero um ministro que me ajude a tomar as decisões estratégicas”.

Marina fez a visita acompanhada, entre outros, de Beto Albuquerque, candidato a vice-presidente da República, do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que disputa a reeleição à vaga, e de José Ivo Sartori (PMDB), candidato ao governo do Estado.

Marina reconheceu o papel fundamental do agronegócio na economia brasileira e defendeu que o desenvolvimento do setor aconteça de forma sustentável. “Vocês representam um setor que é importante para o nosso desenvolvimento, para a geração de mais de 30 milhões de empregos, que gera mais de R$ 80 bilhões e que é responsável pelo equilíbrio da nossa balança comercial. Os senhores sabem do peso que têm. O Brasil tem um espaço no mundo pela sua agricultura. É considerado lugar de provimento de alimentos para o mundo, mas para fazer isso nós temos que ter uma atitude sustentável.”

A candidata reiterou a importância da implementação efetiva do Código Florestal, que, lembrou, não era aquele que desejava, mas que agora precisa valer. “Foi a lei que foi aprovada. E a segurança jurídica passa por acreditar nas leis que nós mesmos criamos”, afirmou. “O Código Florestal foi aprovado, agora precisa ser implementado.”

Marina defendeu a criação de incentivos para que os produtores possam cumprir algumas determinações do Código: “Há o compromisso do Cadastro Ambiental Rural, há o compromisso de recuperar áreas de reserva legal, áreas de preservação permanente. Deveria ter o compromisso do governo de pagamento por serviços ambientais, de criar incentivos para que os produtores, principalmente os pequenos, possam fazer essa recuperação, porque eles não têm como fazê-lo”.

A respeito de conflitos entre agricultores e populações indígenas, criticou a omissão do governo sobre essa questão e ressaltou a importância do diálogo: “É preciso estabelecer o diálogo para que tanto os agricultores quanto os índios possam se sentir respeitados e tratados com justiça. O que não pode é o governo federal se omitir como vem se omitindo nos conflitos de terra, onde os pequenos estão se destruindo e o governo cada vez mais se omitindo. Queremos justiça para os agricultores, mas também queremos justiça para os índios e quilombolas, sem prejuízo de quem quer que seja”, disse.

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