quinta-feira, 14 de maio de 2015

Compesa atrasa calendários de 15 municípios com racionamento


A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) deveria ter disponibilizado no dia 27 de abril os calendários do racionamento de água em 15 municípios do Agreste. Isto só ocorreu uma semana depois, no entanto, a própria instituição identificou vários erros nas informações disponíveis no site, além da falta de um cronograma: o de Santa Maria do Cambucá.

O racionamento teve início em 1º de maio e deve continuar pelos próximos quatro meses, mas a população afetada - cerca de 850 mil pessoas - não sabe exatamente quando o serviço é oferecido. Somente foi informado o intevalo de dias com e sem água (ver tabela). A diminuição se deve à estiagem, que chega ao quarto ano.

PROGRAMAÇÕES
MunicípiosRodízios
BezerrosDois dias com e 10 dias sem
Caruaru- 40%: três com e quatro sem
- 60%: quatro com e três dias
CasinhasTrês com e seis sem
CumaruDois com e três sem
Frei MiguelinhoTrês com e seis sem
GravatáDois dias com e 10 dias sem
PassiraQuatro com e três sem
Riacho das AlmasTrês com e quatro sem
SalgadinhoTrês com e seis sem
Santa Cruz do CapibaribeDois com e 28 sem
Santa Maria do CambucáTrês com e seis sem
SurubimDois com e seis sem
ToritamaDois com e 12 sem
Vertente do LérioTrês com e seis sem
VertentesTrês com e seis sem

A assessoria de imprensa da Compesa comunicou que os erros "já estão sendo modificados".

Caso a população perceba que não houve o cumprimento, pode acionar a instituição pelo telefone 0800-081-0195, de orelhão ou telefone fixo, ou 0800-081-0185, que atende a chamadas de celular.

Entenda o caso
O cronograma é uma ação protetiva para a Barragem de Jucazinho - uma das que abastecem os municípios relacionados -, a fim de que não entre em colapso. O reservatório possui capacidade para 327 milhões de metros cúbidos de água. Em abril do ano passado, estava com 30% disto e, no fim de abril, abrigava pouco mais de 25,7 milhões - isto é, 7,8%. Diante da realidade, segundo a assessoria de imprensa da Compesa, foi feito planejamento com base em dados da Agência de Águas e Clima (Apac), que prevê preciptação abaixo ou na média para este inverno.

O problema é tamanho que até a vazão da água será diminuída. "Decidimos ser transparentes, avisar à população sobre a gravidade da situação e ao mesmo tempo pedir o seu apoio para a necessidade do uso racional da água", declarou Roberto Tavares, presidente da Compesa, por meio da assessoria de imprensa.

Variação entre municípios
Santa Cruz do Capibaribe é o município mais afestado: já recebe água em dois dias e tem o intervalo de 28 dias sem. A assessoria da Compesa, no entanto, comunica que este caso é diferente: o reservatório de Poço Fundo, destinado ao abastecimento local, era pequeno e secou, mesmo com racionamento. A medida adotada é a de levar para lá a água de Jucazinho, situado em Surubim, a mais de 60km. O departamento ainda comunica que existe a intenção de diminuir o tempo de espera para 15 dias.

Ainda entre os maiores intervalos, há os destinados a Toritama (dois dias com e 12 sem serviço), Gravatá e Bezerros (ambos: dois com e 10 sem). Isso enquanto um terço dos municípios terá três com e seis sem. Já na cidade Caruaru o abastecimento ocorrerá de forma difereciada entre os bairros: 60% deles ficarão quatro dias com água e três sem, enquanto 40% terão fornecimento em três dias e estarão quatro sem. A companhia explicou ao G1 que tais diferenças no fornecimento ocorrem devido a vários fatores, como o tipo da de rede distribuição e a topografia

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