quarta-feira, 30 de março de 2016

'Batman vs Superman' rende US$ 424 milhões na estreia, 4ª maior da história


O filme "Batman vs Superman: A origem da justiça" arrecadou US$ 424,1 milhões nas bilheterias do mundo todo em seu final de semana de estreia e se tornou a quarta maior abertura da história do cinema, informou neste domingo (27) o Box Office Mojo. O site é referênca no mercado cinematográfico internacional. 

Considerando os primeiros dias em cartaz, o longa ficou atrás apenas de "Star Wars: O despertar da força" (2015), com US$ 529 milhões; "Jurassic World" (2015), com US$ 524,9 milhões; e "Harry Potter e as relíquias da morte: Parte 2" (2011), com 483,2 milhões.

Além disso, "Batman vs Superman" passa a ser a maior estreia de um filme de super-herói em todos os tempos. Deixou para trás "Os Vingadores" (2012) e "Os Vingadores: Era de Ultron" (2015). Ambos conquistaram US$ 392,5 milhões na abertura global.

Recorde da DC Comics
Apesar das críticas negativas, "Batman vs Superman" conquistou também o chamado "mercado doméstico", que considera somente os Estados Unidos e do Canadá. Foram US$ 170,1 milhões nas bilheterias dos dois países. Analistas avaliam que o fato de o longa ter entrado em cartaz no feriado de Páscoa contribuiu para a arrecadação expressiva.

O filme se tornou a melhor estreia de todos os tempos de um filme da editora DC Comics, deixando para trás "Batman: O cavaleiro das trevas ressurge" (2012), que tinha feito US$ 160,8 milhões.

Além disso, foi a melhor abertura em um mês de março e a sexta melhor abertura de todos os tempos no mercado doméstico. Também passou a ocupar o primeiro posto dentre as estreias de filmes dos estúdios Warner Bros, superando "Harry Potter e as relíquias da morte: Parte 2", que fez por lá US$ 169,1 milhões na estreia.

Warner satisfeita
O resultado serve de inspiração para a Warner, que tem sofrido com uma série de fracassos em filmes caros como "O destino de Júpiter" e "Peter Pan", e agora põe expectativa no duelo entre o Cavaleiro das Trevas e o Homem de Aço para dar início a uma série de filmes de HQs interconectados.

A Warner já anunciou datas de estreia de sequências e spin-offs para os próximos cinco anos, com a primeira dessas aventuras de superheróis, "Esquadrão suicida", programada para sair em agosto.

"Isso levanta nossa moral", disse Jeff Goldstein, vice-presidente executivo de distribuição da Warner. "Estamos muito orgulhosos do que já fizemos no mundo DC e o que temos por vir é muito animador."

O estúdio não poupou investimentos, ao colocar Ben Affleck para vestir a capa e a máscara do Batman e trazer de volta o diretor de "Homem de Aço" Zack Snyder e a estrela de Super-Homem Henry Cavill. Foram gastos US$ 250 milhões em despesas com a produção e outros milhões em material promocional.

Críticas negativas
Mas a aposta parece ter sido válida, colocando a DC e a Warner no epicentro do universo do cinema de super-heróis com o qual a rival Marvel obteve enormes lucros.

Os recordes também reduzem o peso dos principais críticos de cinema norte-americanos. As resenhas de "Batman vs Superman: A origem da justiça" foram implacáveis.

A. O. Scott, do jornal "The New York Times", escreveu que assistir ao filme é "tão divertido quanto ter uma louça de porcelana quebrando em sua cabeça". Mas o público não se importou e ainda foi bem mais gentil com o filme, avaliando-o com nota B no CinemScore.

"São os fãs que falam mais alto", disse Jeff Bock, analista de bilheterias na Exhibitor Relations. "Isso prova o quão fortes esses personagens são".

Público masculino
O público de "Batman vs Superman" é, em sua maioria, masculino (66%). E tende a ser jovem, com 63% dos espectadores com entre 18 e 34 anos.

As exibições do filme em tela Imax representaram US$ 18 milhões em bilheteria no mercado doméstico, ao passo que outras exibições especiais em tela premium acrescentaram mais US$ 17 milhões à quantia total arrecadada.

Já as bilheterias em cinemas 3D representaram 40% dos resultados do fim de semana de estreia nos Estados Unidos e no Canadá.

"Os responsáveis pelo filme fizeram um produto que deve ser visto nas grandes salas de cinema", afirmou Greg Foster, CEO da Imax Entertainment. "Esse não é o filme que as pessoas vão querer assistir em pequenas salas."

Com informações do G1

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