sexta-feira, 4 de março de 2016

Paulo Câmara rompe trégua com o PT após operação na casa do Lula


O PSB finalmente saiu de cima do muro. Nesta sexta-feira, depois do agravamento da crise nacional, decidiu ir para a oposição, após longos meses de lenga-lenga nesta discussão. A nota foi redigida por Carlos Siqueira, pelo governador Paulo Câmara e o deputado federal Danilo Fortes, do PSB do Ceará.

Carlos Siqueira
Presidente Nacional do PSB

O Brasil convive nos últimos anos com uma das piores crises do período republicano, visto que se somam aspectos políticos, econômicos, federativos e, sobretudo, éticos.

Desde a sua eleição, o que vemos é que a presidente Dilma Rousseff perdeu a credibilidade e a capacidade de governar, impondo graves consequências para o nosso povo, que desde então sofre com a recessão, a carestia, o desemprego – uma crise social que deve ser solucionada por um governo legítimo.

O Partido Socialista Brasileiro tem se pautado pelo equilíbrio e pela determinação de defender as pautas do desenvolvimento nacional e dos interesses populares.

Entretanto, os acontecimentos dos últimos meses evidenciam um quadro de deterioração ética que foge à normalidade e que leva o PSB a marchar em definitivo para a oposição a este governo, posicionamento que deverá ser convalidado pela Executiva Nacional.

O funcionamento das instituições de Estado – Poder Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal – deve ser respeitado em uma democracia, de modo que ninguém possa ser sacralizado e, menos ainda, vitimado simplesmente por responder a acusações que pesem contra ele. Independentemente do cargo que ocupa ou ocupou.

Em uma democracia madura ninguém se surpreende com ações dessa natureza por órgãos de Estado, a exemplo do que ocorreu com os ex-primeiro-ministros de Israel Ehud Olmert, que cumpre pena de prisão, e de Portugal José Sócrates, impedido de sair de seu país, ambos por atos de corrupção cometidos em seus respectivos governos.

Este é um momento extremamente desafiador para todas as forças políticas do país, mas especialmente para aquelas que como nós, socialistas, querem renovar a política e contribuir para a superação deste grave momento de nossa história.

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