sábado, 2 de abril de 2016

Com sufoco e Ilha lotada, Sport vence e segue na Copa NE


Teve drama, sufoco e sofrimento, ingredientes que só fizeram a vitória do Sport contra o CRB, por 1×0, ser mais especial. O gol solitário de Renê, num raro momento de tranquilidade de um time que se deixou levar pelo nervosismo, garantiu o Leão nas semifinais da Copa do Nordeste. O jogo marcou também o reencontro do time com a torcida, com mais de 20 mil rubro-negros lotando a Ilha do Retiro, neste sábado (2).

O Sport agora espera o vencedor de Campinense x Salgueiro, que jogam neste domingo (3), em Campina Grande. Os paraibanos abriram boa vantagem ao derrotar o Carcará, por 2×0, na casa do adversário.

O JOGO

Empurrado pela torcida e precisando reverter o resultado da partida de ida, o Sport fez o esperado e partiu para a pressão assim que o árbitro apitou o início do jogo. Com o retorno de Túlio de Melo, que assistiu no banco de reservas à derrota rubro-negra por 2×1 no Rei Pelé, e a manutenção de Vinícius Araújo, o Leão ampliou as possibilidades, atacando não só com a bola no chão, mas também no jogo aéreo.

O grande pecado do Sport, porém, foi confundir velocidade com pressa. Nas boas chances que criou no primeiro tempo, duas delas com Vinícius Araújo, faltou um pouco mais de paciência para finalizar com mais precisão. A bola até chegou a balançar a rede alagoana, aos 35, mas Túlio de Melo fez carga no goleiro Juliano e o lance impugnado.

Ao CRB, coube jogar o jogo da paciência. Dar campo ao Sport para tentar surpreender no contra-ataque que, a rigor, não aconteceram por boa parte do primeiro tempo. Os momentos de “perigo” do Galo foram de saídas erradas dos defensores rubro-negros, que obrigaram em pelo menos duas ocasiões o goleiro Danilo Fernandes a sair da área para dividir com os adversários.

A síntese do primeiro tempo rubro-negro foi justamente no último lance do intervalo, quando Samuel Xavier entrou pela área e, tomado pela afobação, chutou por cima do gol.

O segundo tempo trouxe uma novidade, mas não no lado rubro-negro. Em vez de permanecer enterrado na própria intermediária, o CRB adiantou um pouco os jogadores e, além de dificultar as ações do Sport, esteve um pouco mais presente na área pernambucana.

Assim, nos primeiros 25 minutos da etapa final, o CRB chutou perigosamente em três ocasiões, com Lúcio Maranhão e Luidy, esse último duas vezes, forçando Danilo Fernandes a uma grande defesa. O Sport também teve sua boa chance, com Vinícius Araújo, novamente com espaço para dominar, girar e chutar, mas novamente errando o alvo.

Sem poder de organização das jogadas, estava claro que o gol do Sport só sairia com uma jogada individual. E foi assim que a Ilha lotada explodiu, aos 29. O lateral-esquerdo Renê recebeu a bola na entrada da área, se livrou da marcação e, num raro momento de tranquilidade do time leonino, teve calma para tocar na saída do goleiro.

Era o que o Sport precisava para se classificar.

Tanto que o técnico Falcão se deu por satisfeito. Logo após o gol, ele tratou de fechar o time, tirando dois atacantes, Túlio de Melo e Lenis, para colocar o zagueiro Ronaldo e o lateral Maicon. O “cadeado” trancou o Sport, mas não sem um dramático final na Ilha do Retiro. O CRB apertou até o fim, mas a classificação rubro-negra saiu.

FICHA DO JOGO

SPORT

Danilo Fernandes; Samuel Xavier, Henríquez, Durval e Renê; Serginho (Luiz Antônio), Rithely e Diego Souza; Lênis (Maicon), Vinícius Araújo e Túlio de Melo (Ronaldo). Técnico: Falcão.

CRB

Juliano; Marcos Martins, Jussani, Gabriel e Diego; Olívio, Somália (Neto Baiano), Bocão (Érico Júnior) e Luiz Fernando (Marco Aurélio); Luidy e Lúcio Maranhão. Técnico: Mazolla Júnior.

Árbitro: Luiz César de Oliveira (CE). Assistentes: Nailton Junior e Arnaldo Rodrigues (ambos do CE). Cartões Amarelos: Diego Souza, Renê, Ronaldo, Somália e Jussani. Gol: Renê (29 do 2º). Público: 21.446 torcedores. Renda: R$ 387.348,00.

Com Informações do NE10

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