quinta-feira, 7 de julho de 2016

Pastora Bianca Toledo fala sobre como descobriu que o filho foi abusado pelo marido


Nesta semana, a pastora Bianca Toledo tomou as redes sociais e a mídia, após vir a público revelar em vídeo que o seu marido, o também pastor Felipe Garcia Heiderich, era homoessexual e abusava o seu filho de apenas 5 anos de idade. A história ganhou enorme proporção. Felipe, por sua vez, se defendeu dizendo que estava “tranquilo” com as acusações de pedofilia. 

De qualquer forma, nesta quinta-feira (7), Bianca falou com o jornal “Extra” e descreveu como descobriu que o marido era homossexual e que o seu filho vinha sendo abusado pelo padrasto:

“Nós nos amávamos muito e quando a babá me contou essas coisas, começou a me alertar, ele passou a odiá-la e dizer que as histórias eram inventadas. Um ano depois, ela parou de cuidar do meu filho” disse Bianca ao jornal.

Bianca revelou que naquele momento sequer passou pela sua cabeça que se tratava de um abuso. Mas passou a estranhar os comportamentos do marido. Bianca contou que sua desconfiança ganhou força, já que seis meses após o casamento – que durou dois anos e meio – Felipe passou a se recusar a manter relações sexuais.

“Ele sempre dava desculpas de que estava com algum tipo de doença e, no mês passado, ele passou a dizer que estava com uma suspeita de tumor na hipófise” relatou a religiosa.

A mulher, então teria marcado uma consulta para o marido no médico: “Ele falou que queria ir sozinho para falar sobre coisas do passado da vida dele, que não queria que eu escutasse. Quando voltou disse que estava diagnosticado com a doença, mas não mostrou nada comprovando. Foi aí que passei a desconfiar dele. Liguei para a médica, que me disse que ele tinha mentido. Contou também que meu marido tinha dupla personalidade e é homossexual”.

Foi a partir dessa situação, que Bianca relembrou dos alertas da babá: “Tentei tratar o tema de forma bem lúdica. Perguntei onde ele dormia quando a mamãe viajava. E ele disse que era na cama junto com o papai. Perguntei também se alguma vez o papai tinha dado banho nele. E o relato foi horrível – disse a pastora.

Segundo Bianca, em choque, ela passou a fingir que acreditava na doença do marido, ao mesmo tempo em que procurava um terapeuta para que o filho contasse mais detalhes dos abusos sofridos:

“Na primeira consulta, ele disse que tinha muitos segredos a contar. Mas somente na segunda consulta entrou nos detalhes. Eu gravei tudo. Foi no dia 13 de junho, então, que com a orientação dos advogados, Bianca resolveu confrontar o marido:

“Ele num primeiro momento disse que não havia “curado” a sua homossexualidade. Argumentei que já sabia que ele estava abusando do meu filho e que em cinco dias tomaria as providências necessárias”, contou Bianca. A pastora então teria saído de casa e ido para um hotel com o filho. A religiosa também acusa o marido de ter simulado um suicídio após sua saída da residência:

“Ele mandou uma mensagem para um amigo dizendo que tinha desistido da vida e que iria se matar. Ao chegarem ao apartamento, encontraram fotos minhas e do meu filho espalhadas pelo chão e uma carta em que ele dizia que tinha tomado duas caixa de tranquilizante. Felipe então foi levado para o hospital. No mesmo dia, ainda de acordo com Bianca, foi transferido para uma clínica psiquiátrica.

“Lá ele foi diagnosticado com dupla personalidade e transtornos de personalidade. Eu queria que ele ficasse internado, mas meu advogado me disse que, se eu não denunciasse o caso à polícia, eu seria cúmplice. No mesmo dia fui à delegacia – afirmou a pastora.

Pastor está preso: 

Suspeito de cometer abusos sexuais contra uma criança de de 5 anos,o pastor Felipe Garcia Heiderich, marido da pastora Bianca Toledo, está preso desde o dia 5 de julho, isolado em uma cela da Cadeia Pública José Frederico Marques, também conhecido como Bangu 10, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona oeste do Rio. Segundo dados de maio deste ano, a cadeia José Frederico Marques tinha até o referido mês, 494 internos. A Unidade tem capacidade para 532 presos.

Felipe Heiderich teve a prisão temporária decretada pela 17ª Vara Criminal do Rio, após o Ministério Público endossar um pedido feito pela delegada Cristiana Bento, da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) . O pedido foi baseado ainda em umapsicológica e psiquiátrica da criança, que teve acompanhamento de dois profissionais, ao ser ouvida pela polícia.

O advogado de Felipe, Leandro Meuser, já entrou com o pedido de revogação da prisão na 1ª Câmara Criminal do Rio.

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