segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Última Superlua de 2016 e chuva de meteoros nesta quarta-feira




Quem perdeu as duas últimas Superluas de 2016, poderá observar o satélite natural ainda mais próximo da Terra nesta quarta-feira (14), por volta das 18h. O fenômeno estará 28% mais brilhante e 12% maior do que o habitual - um pouco mais distante do planeta do que as últimas que ocorreram neste ano - segundo James Solon, astrônomo do Grupo de Astronomia de Pernambuco (Astro PE). Além de ser contemplado com a lua gigante, outro atrativo está previsto para realizar um verdadeiro espetáculo além do horizonte: as chamadas Geminíadas, uma das maiores chuvas de meteoros.

O satélite do planeta ficará ainda maior no céu, só que não será um aumento real, mas uma aproximação aparente. O astrônomo explica que toda vez que a lua atinge o perigeu, ela fica mais próxima da Terra do que o normal, coincidindo com a fase cheia. As pessoas que perderem o fenômeno desta semana, só poderão observar em dezembro de 2017, porém será com menos intensidade do que as maiores previstas para o século. Das luas gigantes marcadas para ocorrer dentro de 100 anos, a próxima e a segunda maior será em novembro de 2034. Já a Superlua do século vai ocorrer em dezembro de 2052. 

Solon explica que as estrelas Geminídeas farão um espetáculo na direção da constelação de Gêmeos, cruzando o horizonte de boa parte do planeta. O fenômeno estará ainda mais brilhante e com cerca de 120 meteoros no céu por hora, podendo ser visto em maiores detalhes. O local ideal para aproveitar a Superlua é afastado da metrópole, como no interior, devido à poluição luminosa (iluminação da cidade). Com o fenômeno estampado no horizonte, os meteorores podem ser ofuscados por causa do brilho do satélite natural da Terra, podendo visualizar pelo menos 40 meteoros. O horário recomendado para observar as chamada estrelas cadentes será por volta da 1h da manhã de quinta-feira (14).

As últimas Superluas de 2016

16 de outubro - Foi possível observar o fenômeno em várias partes do Grande Recife. Quem foi à praia assistiu o espetáculo no céu a olho nu, já que São Pedro deu uma ajudinha e o céu no dia não teve muitas nuvens.

14 de novembro - Quem estava na expectativa para apreciar a maior Superlua dos últimos 68 anos foi pego de surpresa devido ao mau tempo, no Grande Recife. A longitude entre o satélite natural e a Terra foi a menor desde 1948, deixando as pessoas eufóricas para acompanhar um espetáculo raro no céu. Em muitos pontos da capital pernambucana, as pessoas compareceram com celulares e câmeras na mão, mas o clima foi de frustração geral. Só por volta das 20h30, o tempo nublado começou a dar uma trégua e foi possível reverenciar o fenômeno, já com a lua no alto, mais distante.


Fique atento aos riscos de alagamentos

James Solon, astrônomo do Astro PE, explica também que a maré aumenta por causa da influência da lua cheia, que ajuda a puxar a água na Terra. Alguns bairros do Recife ficam alagados porque alguns locais ficam abaixo no nível atingido pela maré quando está alta. “A cidade tem galerias e elas vão desaguar no mar ou no rio. Quando chove elas ficam cheias e quando a maré está se eleva essas águas voltam para as ruas que são mais baixas”, completou ainda o engenheiro sanitarista Gerson Batista Filho. 

Júpiter e Vênus perto da Terra

Durante todo o mês de dezembro, quem olhar além das nuvens poderá observar dois planetas: Júpiter e Vênus. O pesquisador explica que Vênus pode ser apreciada na direção oeste, a partir das 18h. O segundo planeta depois do Sol está como uma estrela, brilhando bem forte. Já Júpiter, maior planeta e o quinto depois do Sol, pode ser visto durante a madrugada.

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