quinta-feira, 9 de março de 2017

É vetado aos vereadores a utilização da máquina pública para benefícios políticos

De olho na crise hídrica que assola o município de Passira, Agreste de Pernambuco, e a escassez com a retirada do líquido do subsolo, a Prefeitura Municipal vem controlando a extração desenfreada, prevenindo a população de um eventual colapso hídrico. Deste modo, os que residem nas comunidades não sofrerão no futuro com pouca ou interrupção total da vazão.

Acontece que alguns vereadores da oposição vem retirando água dos poços artesianos por meio de carros pipas com a finalidade de desempenhar um papel social e político, no entanto, o legislativo quando passa a exercer o trabalho que é exclusivo do executivo não pode se utilizar de recursos públicos para tal.

Exemplo recente aconteceu na gestão anterior, onde o ex-prefeito Silvestre proibiu a então vereadora Renya Carla-PP de abastecer seus veículos com água para doar à população, alegando escassez do líquido no Poço da comunidade de Jucuri, Zona Rural. Na época, o vereador que hoje reivindica a mesma precaução não moveu nenhuma ação para tentar contornar a situação. Portanto, Renya teve que suspender o programa social, pois com recursos próprios se tornaria inviável, pois recebia apenas 6 mil, com os descontos restavam apenas 4.800,00. Para a distribuição gratuita da água ter continuidade foi preciso intervenção familiar, na qual seus irmãos assumiram e tocaram o projeto através de perfuração de poços em suas propriedades e compra de veículos abastecedores. Destaca-se que, mesmo Renya sendo prefeita, seus irmãos não interromperam a ação, provando que não se tratava de promoção eleitoreira.

Passados 4 anos, a história se repete, porém em papéis invertidos. Destaca-se, por exemplo, que o Presidente da Câmara atualmente recebe 7.000,00 mais 100% de verba de gabinete, totalizando 14 mil mensais, tornando-se mais que o suficiente para perfurar 2 poços mensais para assistir seus eleitores com o programa social, sem comprometer os recursos hídricos de outras comunidades.

Abaixo, segue a cópia da resposta da solicitação de Renya à Prefeitura em 2015. Na ocasião, Renya pedia a liberação dos poços, enquanto a Prefeitura e os vereadores aliados a Silvestre concordavam em vetar, alegando escassez natural do líquido.

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