sexta-feira, 21 de abril de 2017

Especialista faz alerta sobre impacto ambiental de obras na adutora do Rio Pirangi


As obras do Sistema Adutor do Pirangi tem causado consequências ao rio localizado na Zona Rural de Catende, na Zona da Mata Sul de Pernambuco. A água está sendo contida de forma improvisada por uma pequena represa com sacos de areia, para tentar dar profundidade ao rio e facilitar a captação da água até a Estação de Tratamento de Água (ETA) Petrópolis, em Caruaru.

A profundidade atual chega a 1,50m e a engenharia busca regularizar a vazão do reservatório do Prata em 500 litros por segundo. Para o ambientalista João Domingos, a improvisação pode prejudicar o Rio. "Um dos impactos do represamento é o efeito de marola. Quando você retém a água, forma pequenas cachoeiras, elas vão vibrando na margem do rio e vai proporcionando o desabamento da margem, alterando a configuração natural. As margens estão sendo levadas para dentro do rio. Isso foi feito de forma extremamente improvisada e emergencial. Se tivesse planejamento, isso não seria o recomendado", disse.

Ainda segundo João Domingos, um represamento desse tipo não é capaz de suportar uma vazão maior da água, sendo comprometido em caso de chuva. "Podemos perceber um descuido com o entorno do rio, muito lixo amontoado. Isso é uma medida emergencial que evidencia a precariedade do planejamento". Ainda de acordo com o ambientalista, as margens estão acumulando lixo, o que pode prejudicar a qualidade da água.

Moradores
Cerca de 25 famílias moram no entorno do Rio e reclamam da situação no local. Desde que as obras começaram, a vida deles mudou. Segundo a dona de casa Maria Vanessa, de 25 anos, o volume do rio vem caindo nos últimos meses. "A gente faz tudo com a água, só não bebemos. Mas agora estamos lavando roupa na lama. Não tem muita água, está ficando pior, muito difícil".

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