sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Segurança da posse de Bolsonaro terá mísseis antiaéreos com alcance de 7 km; veja detalhes


O Exército e a Força Aérea Brasileira (FAB) apresentaram, nesta quinta-feira (27), parte da artilharia que estará disponível para uso militar na cerimônia de posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), na área central de Brasília, no próximo dia 1º.

Dois mísseis antiaéreos guiados a laser (veja foto acima) são capazes de abater aviões a até 7 km de distância. Os militares também usarão um radar portátil para identificar aeronaves voando a baixa altitude.

É a primeira vez que estes equipamentos são utilizados em uma posse presidencial. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do DF, este é o maior esquema de segurança já montado para um evento do tipo em Brasília – são mais de 3,2 mil policiais militares, civis, federais e bombeiros, além de integrantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

Também é a primeira vez em Brasília que a parte de baixo da Esplanada dos Ministérios será cercada por concertina, um arame farpado com lâminas (veja foto abaixo). O material está sendo instalado pelo Exército.

A cerca vai se estender da Procuradoria-Geral da República ao 1º Grupamento do Corpo de Bombeiros, localizado depois do Palácio do Planalto.

Além disso, a Esplanada dos Ministérios será fechada para trânsito de veículos a partir deste sábado (29). 

Objetos proibidos

A Polícia Militar vai montar quatro barreiras de revista na Esplanada. Segundo a corporação, o controle ficará mais rigoroso à medida em que o público se aproximar da Praça dos Três Poderes – na frente do Palácio do Planalto, será necessário passar por um detector de metais parecido com o de aeroportos.

Ninguém poderá levar para a posse:

Garrafas
Bolsas e mochilas
Sprays
Máscaras
Fogos de artifício
Guarda-chuvas
Carrinhos de bebê

Desde quarta-feira (26), milhões de celulares com DDD 61 recebem instruções sobre as restrições na posse de Bolsonaro. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o pedido para o envio das mensagens foi feito ao órgão pelo Comando de Operações Especiais do Exército.

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